Um relatório elaborado pela Controladoria-Geral da União (CGU) e encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) apontou que as chamadas "emendas Pix" tornam as aquisições públicas mais caras, além de apresentarem sérios gargalos de transparência e rastreabilidade.
O documento, entregue ao gabinete do ministro Flávio Dino no âmbito das ações sobre emendas parlamentares, revelou que a centralização de compras pelo governo federal poderia gerar uma economia de aproximadamente 25% para os cofres públicos.
O levantamento auditou mais de 3 mil registros de aquisição de maquinários pesados — como tratores de esteira, retroescavadeiras e motoniveladoras —, cujos gastos somaram R$ 12,9 bilhões para cinco equipamentos avaliados.
A CGU concluiu que a fragmentação das verbas pulverizadas entre estados e municípios reduz o poder de negociação.
Para mitigar esses custos e garantir a correta aplicação dos recursos, o órgão sugere que as aquisições voltem a ser centralizadas nos ministérios ou efetuadas por meio da adesão de atas de registro de preço federais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário