PERNAMBUCO — O Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2026, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), revela um cenário ambivalente para Pernambuco.
Em 2025, o estado atingiu uma taxa de 33 Mortes Violentas Intencionais (MVI) por 100 mil habitantes — o menor índice registrado desde o início da série histórica em 2012 e uma queda de 9,3% em relação a 2024.
Apesar da redução, Pernambuco permanece na quinta posição entre os estados mais violentos do país.
Apenas Amapá (42,5), Bahia (36,8), Ceará (34,7) e Alagoas (33,1) ficaram à frente no ranking de MVI, indicador que engloba homicídios dolosos, latrocínios, feminicídios, lesões corporais seguidas de morte e mortes por intervenção policial.
Cabo de Santo Agostinho, feminicídios e drogas
No âmbito municipal, o Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, figurou como a 8ª cidade mais violenta do Brasil entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, alcançando 65,1 MVIs por 100 mil pessoas.
O número representa uma leve melhora em relação ao ano anterior, quando a cidade ocupava a 5ª posição com taxa de 73,3.
O relatório destacou ainda outros pontos de atenção no estado:
Feminicídios em alta: Pernambuco teve um aumento de 12,5% nos casos de feminicídio, subindo de 78 registros em 2024 para 88 em 2025.
Por outro lado, as tentativas caíram de 156 para 151 no mesmo período.
Tráfico e posse de entorpecentes: As ocorrências de tráfico de drogas subiram 7,3% (atingindo 9.773 casos).
Em contrapartida, as notificações por posse e uso despencaram 26,4% (de 15.823 para 11.678), reflexo associado pelo FBSP ao impacto da decisão do STF sobre a descriminalização do porte de maconha.
Cenário Nacional: O Brasil antecipou em dois anos a meta de redução de homicídios prevista pela Política Nacional de Segurança Pública para 2027.
A taxa nacional recuou para 19,1 MVIs por 100 mil habitantes (queda de 8,2%), embora o Fórum faça o alerta para a alta contínua dos feminicídios e da letalidade policial em âmbito nacional.
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