O pedido de recuperação judicial do grupo Habib’s ligou o sinal de alerta no mercado corporativo brasileiro.
O movimento da rede de alimentação acompanha uma disparada no número de processos do tipo no Brasil, que cresceu 65,8% e atingiu o maior patamar desde julho de 2023, impulsionado pelos setores de agronegócio, transporte e varejo.
Segundo levantamento da consultoria RGF, o total de empresas em recuperação judicial saltou de 3.823 para 6.341 em três anos.
Especialistas apontam que a principal causa é o peso das dívidas contraídas no período de juros baixos, agravado pela escalada da taxa Selic, que encareceu o custo do crédito e sufocou o caixa das companhias.
"A empresa até fatura, o lucro é que não paga esse juro. O crédito secou, ficou mais caro e mais seletivo."
— Leonardo Leão, CEO da Brave Educação Empresarial
O mecanismo de recuperação judicial busca permitir a renegociação de débitos para preservar as operações e os empregos.
Enquanto as taxas de juros permanecerem elevadas, a tendência apontada pelo mercado é de que o número de empresas recorrendo ao instrumento continue em ascensão.
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