O cenário eleitoral para a Presidência da República mostra um empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nos três maiores colégios eleitorais do país, segundo levantamento da Quaest.
Em São Paulo, Flávio registra 30% contra 29% de Lula. Em Minas Gerais, a disputa marca 31% a 30% para o senador.
No Rio de Janeiro, a vantagem numérica repetida é de 31% a 29%. Todos os dados estão dentro das margens de erro estipuladas.
A paridade numérica explica o direcionamento das campanhas, que começaram a intensificar viagens e compromissos pelo Sudeste já nas primeiras semanas.
Especialistas apontam que a definição da disputa nessa região dependerá da conversão dos eleitores indecisos, que representam 17% do eleitorado em Minas Gerais, 16% no Rio de Janeiro e 13% em São Paulo.
"A capacidade de conquistar novos segmentos do eleitorado no Sudeste poderá ter um peso importante na definição da eleição."
— Alex Ribeiro, cientista político
Outros fatores estruturais prometem impactar a corrida ao Planalto:
Índices de Rejeição: A alta taxa de rejeição de ambos os candidatos exige estratégias voltadas a diminuir a resistência junto ao eleitor moderado.
O Peso do Nordeste: O eleitorado nordestino, que representa 27,42% do país, segue atuando como base sólida para Lula, equilibrando eventuais desvantagens no Sul e Sudeste.
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