O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a sessão de terça-feira (15) sem definir se o ministro Alexandre de Moraes será investigado por sua suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O julgamento foi suspenso após o ministro Flávio Dino pedir vista do processo, travando a análise pelo prazo regimental de até 90 dias.
A sessão foi marcada por um forte embate direto entre Moraes e o ministro André Mendonça.
A discórdia central girou em torno do rito processual: enquanto a pauta inicial definida pelo presidente da Corte, Edson Fachin, previa apenas o caso de Moraes, aliados do magistrado exigiram que as suspeitas fossem analisadas em conjunto com as acusações contra Mendonça, antigo relator do processo.
Diante do impasse, o ministro Gilmar Mendes apresentou uma questão de ordem para unificar os julgamentos.
A votação da proposta já somava placar parcial de 4 a 3 quando Dino interrompeu os trabalhos.
Entenda as acusações no Tribunal
Contra André Mendonça: Moraes acusa o colega de atuar com parcialidade para incriminá-lo.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta que Mendonça teria investigado Moraes de forma ilegal ao mandar aprofundar a apuração sobre o caso Master e detalhar conversas sem prévia autorização do plenário.
Contra Alexandre de Moraes: O caso veio à tona após Mendonça derrubar o sigilo de um relatório da Polícia Federal.
As investigações indicam a troca de cerca de 50 mensagens entre Vorcaro e um número atribuído a Moraes antes da prisão do ex-banqueiro, em novembro do ano passado.
Com o pedido de vista, o clima de tensão no STF ganha uma pausa formal, mas o impasse sobre como a Corte deve conduzir investigações contra seus próprios integrantes segue em aberto.
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