O Estado do Amazonas registrou uma disparada alarmante nas queimadas de sexta-feira (16) para sábado (17).
O número de focos de calor mais que triplicou em apenas 24 horas, saltando de 226 para 705 ocorrências, segundo dados oficiais da Defesa Civil.
Como consequência direta do avanço das chamas pela região, a população amanheceu encoberta por uma densa camada de fumaça neste sábado.
Logo nas primeiras horas do dia, às 6h30, a concentração de partículas finas (PM2,5) no ar atingiu 401,4 microgramas por metro cúbico — índice classificado como péssimo e que traz sérios riscos à saúde humana.
Diante do cenário de emergência ambiental, o prefeito Renato Junior (Avante) cobrou publicamente uma intervenção imediata e coordenada de autoridades estaduais, federais e internacionais para conter o fogo.
"As chamas vêm de outros municípios e até de outros Estados", declarou o gestor, reforçando que o município tem feito sua parte com o plantio de mais de 40 mil árvores no ano e a intensificação de fiscalizações locais.
Com o ar em níveis nocivos, as recomendações das autoridades de saúde são para que grupos vulneráveis — como crianças, idosos e gestantes — permaneçam em ambientes fechados e evitem a exposição ao ar livre.
As Unidades Básicas de Saúde (UBS) locais foram colocadas em prontidão para atender casos de complicações respiratórias.

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