A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) inicia, nesta segunda-feira (5), uma jornada de votações extraordinárias em meio a um cenário de intensa crise política entre o Palácio do Campo das Princesas e o Legislativo. A convocação, solicitada pela governadora Raquel Lyra (PSD), visa destravar projetos cruciais, incluindo o impasse sobre a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026.
A abertura dos trabalhos ocorre após uma vitória estratégica da base governista, que garantiu o quórum necessário na última sexta-feira, mesmo diante da resistência da oposição e do presidente da Casa, Álvaro Porto (PSDB).
O governo busca urgência na aprovação de quatro medidas fundamentais para o equilíbrio fiscal do Estado:
Tentativa de pacificar as divergências orçamentárias que paralisaram o planejamento de gastos.
Crédito de R$ 5,2 bilhões: Autorização para refinanciamento de dívidas estaduais.
Repasses do Judiciário: Alteração nas transferências do Tribunal de Justiça para o Executivo.
Empréstimo de R$ 1,7 bilhão: Ajustes técnicos em operação de crédito aprovada anteriormente.
Novo Embate Regimental
Apesar do início da convocação, o clima permanece tenso. O deputado Álvaro Porto encaminhou dois dos projetos para análise da Procuradoria da Alepe, o que foi prontamente rebatido pela líder do governo, Socorro Pimentel (União Brasil). A bancada governista acusa a presidência de "manobra protelatória" e defende que as matérias deveriam seguir diretamente para as comissões permanentes.
O desfecho desta semana será decisivo para determinar se o governo Lyra conseguirá a governabilidade necessária para executar o orçamento ou se o braço de ferro com o Legislativo continuará a ditar o ritmo administrativo de Pernambuco em 2026.
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