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27 janeiro, 2026

MUNDO - LETALIDADE DE 70%: NOVO VÍRUS QUE ASSOMBRA A ÍNDIA PODE SER A PRÓXIMA PANDEMIA GLOBAL


O estado de Bengala Ocidental, na Índia, está em alerta máximo após a confirmação de um surto do vírus Nipah. Com pelo menos cinco casos ratificados em Calcutá e Barasat, a preocupação das autoridades de saúde aumentou devido à contaminação de médicos e enfermeiros, sugerindo uma perigosa transmissão em ambiente hospitalar. Atualmente, cerca de 100 pessoas cumprem quarentena rigorosa.

O Que Torna o Nipah Tão Perigoso?

Especialistas internacionais, como a virologista Rebecca Dutch, classificam o Nipah como um dos patógenos com maior potencial pandêmico do mundo. O vírus é uma zoonose (transmitida de animais para humanos) e tem como hospedeiro natural os morcegos-frugívoros.

As principais vias de contágio são:

Secreções (saliva, urina, sangue) de animais infectados.

Consumo de frutas ou seiva de tamareira contaminadas por morcegos.

Contato próximo com pacientes, especialmente em ambientes médicos sem proteção adequada.

Sintomas e Alta Letalidade

A infecção pelo Nipah é agressiva. O quadro clínico evolui rapidamente de sintomas gripais para complicações neurológicas severas:

Febre, dores musculares, vômitos e dor de garganta.

Encefalite (inflamação cerebral), confusão mental, convulsões e coma.

A taxa de letalidade é alarmante, podendo ultrapassar 70%.

Diagnóstico e Prevenção: Uma Corrida Contra o Tempo

Até o momento, não existe vacina nem tratamento específico aprovado para o Nipah. O cuidado médico limita-se ao suporte dos sintomas e auxílio respiratório. O vírus integra a lista de prioridades da Organização Mundial da Saúde (OMS) para pesquisas urgentes.

Recomendações de Prevenção:

Lavar rigorosamente as mãos e os alimentos.

Evitar contato com morcegos e porcos em áreas de risco.

Não consumir frutas que apresentem marcas de mordidas de animais.

Uso estrito de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) por profissionais de saúde.

Nota: A vigilância epidemiológica e o isolamento rápido de casos suspeitos são as únicas barreiras atuais para impedir que este surto local se transforme em uma crise sanitária internacional.

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