O estado de Bengala Ocidental, na Índia, está em alerta máximo após a confirmação de um surto do vírus Nipah. Com pelo menos cinco casos ratificados em Calcutá e Barasat, a preocupação das autoridades de saúde aumentou devido à contaminação de médicos e enfermeiros, sugerindo uma perigosa transmissão em ambiente hospitalar. Atualmente, cerca de 100 pessoas cumprem quarentena rigorosa.
O Que Torna o Nipah Tão Perigoso?
Especialistas internacionais, como a virologista Rebecca Dutch, classificam o Nipah como um dos patógenos com maior potencial pandêmico do mundo. O vírus é uma zoonose (transmitida de animais para humanos) e tem como hospedeiro natural os morcegos-frugívoros.
As principais vias de contágio são:
Secreções (saliva, urina, sangue) de animais infectados.
Consumo de frutas ou seiva de tamareira contaminadas por morcegos.
Contato próximo com pacientes, especialmente em ambientes médicos sem proteção adequada.
Sintomas e Alta Letalidade
A infecção pelo Nipah é agressiva. O quadro clínico evolui rapidamente de sintomas gripais para complicações neurológicas severas:
Febre, dores musculares, vômitos e dor de garganta.
Encefalite (inflamação cerebral), confusão mental, convulsões e coma.
A taxa de letalidade é alarmante, podendo ultrapassar 70%.
Diagnóstico e Prevenção: Uma Corrida Contra o Tempo
Até o momento, não existe vacina nem tratamento específico aprovado para o Nipah. O cuidado médico limita-se ao suporte dos sintomas e auxílio respiratório. O vírus integra a lista de prioridades da Organização Mundial da Saúde (OMS) para pesquisas urgentes.
Recomendações de Prevenção:
Lavar rigorosamente as mãos e os alimentos.
Evitar contato com morcegos e porcos em áreas de risco.
Não consumir frutas que apresentem marcas de mordidas de animais.
Uso estrito de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) por profissionais de saúde.
Nota: A vigilância epidemiológica e o isolamento rápido de casos suspeitos são as únicas barreiras atuais para impedir que este surto local se transforme em uma crise sanitária internacional.
Nenhum comentário:
Postar um comentário