A partir desta quinta-feira, 1º de janeiro de 2026, os trabalhadores brasileiros passam a contar com o novo valor do salário mínimo, fixado em R$ 1.621. O reajuste, que representa um aumento de 6,79% (ou R$ 103 a mais no bolso do trabalhador), foi oficializado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento após a consolidação dos índices econômicos do último ano.
O novo piso salarial é fruto de uma fórmula que combina a recomposição da inflação com o crescimento real da economia. Para chegar ao valor de R$ 1.621, o governo aplicou:
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor acumulou 4,18% nos 12 meses encerrados em novembro.
Baseado na expansão de 3,4% da economia em 2024 (conforme revisão do IBGE).
Devido às regras fiscais vigentes, o ganho real (acima da inflação) foi limitado ao teto de 2,5%, garantindo o equilíbrio das contas públicas.
Após o cálculo técnico que resultou em R$ 1.620,99, o governo aplicou o arredondamento previsto em lei para fechar o montante final.
Impacto na Economia Nacional
Segundo projeções do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), a circulação desse novo montante deve injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia brasileira ao longo do ano.
"O aumento impacta diretamente o consumo das famílias e a arrecadação tributária, funcionando como um motor para o comércio e serviços, mesmo diante de um cenário de maior rigor fiscal", aponta o relatório da entidade.
O valor anterior, de R$ 1.518, deixa de vigorar oficialmente hoje, impactando não apenas salários, mas também aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais como o BPC.
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