Prefeitura de Garanhuns

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22 janeiro, 2026

PERNAMBUCO - ESTADO FICOU EM 4° LUGAR EM NÚMEROS DE MORTES VIOLENTAS EM 2025


Dados preliminares divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) revelam um cenário de dualidade na segurança pública de Pernambuco. Embora o Estado tenha alcançado em 2025 sua menor taxa de mortalidade em 21 anos, ele ainda figura na quarta posição entre as unidades da federação com o maior número absoluto de mortes violentas intencionais.

No ano passado, Pernambuco contabilizou 3.112 mortes violentas (número que deve ser ajustado para 3.132 nos próximos dias, segundo o governo estadual). O estado ficou atrás apenas da Bahia (5.469), Rio de Janeiro (4.379) e Ceará (3.221). O indicador de Mortes Violentas Intencionais (MVI) engloba homicídios dolosos, latrocínios, feminicídios, lesões corporais seguidas de morte e óbitos em intervenções policiais.

Apesar da posição preocupante no ranking nacional, os números mostram uma tendência de queda. Pelo segundo ano consecutivo, Pernambuco reduziu a criminalidade letal:

Queda de 9,5% em relação a 2024, quando foram registradas 3.460 mortes.

A taxa de 32,7 mortes por 100 mil habitantes é a menor desde o início da série histórica, em 2004.

Contudo, o desafio permanece acentuado quando comparado ao restante do Brasil. A taxa de Pernambuco ainda é significativamente superior à média nacional, que fechou 2025 em 18,91 mortes por cada 100 mil habitantes. No país como um todo, foram registradas 40.365 mortes violentas, uma redução de 9,5% frente ao ano anterior.

O governo Raquel Lyra corre contra o tempo para atingir os objetivos do programa estadual Juntos pela Segurança. A meta estabelecida é reduzir em 30% o número de mortes violentas até o final de 2026, tomando como base o ano de 2022 (último ano da gestão anterior), que registrou 3.427 óbitos.

Para cumprir a promessa de gestão, o Estado precisará intensificar as políticas de segurança para que o ano de 2026 encerre com, no máximo, 2.399 assassinatos.

Até o momento, a trajetória é de queda, mas a distância entre o patamar atual e a meta final exigirá uma redução ainda mais drástica nos próximos doze meses.

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