A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de transferir o ex-presidente Jair Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal para o 19º Batalhão de Polícia Militar, conhecido como "Papudinha", no Complexo da Papuda, provocou reações intensas no cenário político nesta quinta-feira (15).
Parlamentares do PL reagiram com indignação, classificando a medida como perseguição política.
Sóstenes Cavalcante (PL-RJ): Afirmou que o país vive um "regime de arbítrio" e acusou Moraes de usar a caneta como "cassetete", ferindo o Estado de Direito.
Carlos Bolsonaro (PL-SC): Criticou o que chamou de "ambiente prisional severo" e afirmou que a transferência ignora o estado clínico delicado do pai.
Rogério Marinho (PL-RN): Classificou o ato como "justiçamento" e alertou que qualquer dano à saúde de Bolsonaro será responsabilidade direta da Justiça, citando o caso de "Clezão", que morreu na Papuda em 2023.
Por outro lado, líderes do PT defenderam a legalidade e as condições da nova detenção.
Lindbergh Farias (PT-RJ): Sustentou que a Papudinha oferece condições "ainda mais favoráveis", como espaço maior, banho de sol livre e infraestrutura para fisioterapia. Segundo ele, a medida assegura a segregação adequada para um condenado líder de organização criminosa.
Humberto Costa (PT-PE): Afirmou que Bolsonaro estava em uma "verdadeira mamata" na Polícia Federal e que a mudança apenas garante o cumprimento da pena em regime fechado, conforme previsto na legislação.
Em sua decisão, o ministro Alexandre de Moraes destacou que Bolsonaro ocupará uma sala exclusiva, com isolamento total dos demais detentos. O espaço, que teria capacidade para quatro pessoas, será utilizado individualmente pelo ex-presidente, contando com benefícios como frigobar, televisão e acompanhamento médico.
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