A manhã deste sábado (7) foi marcada pela confirmação de uma tragédia que mobiliza o Distrito Federal. O adolescente Rodrigo Castanheira, de apenas 16 anos, faleceu após permanecer 16 dias internado em estado grave. Rodrigo foi vítima de uma agressão violenta cometida pelo ex-piloto Pedro Turra, de 19 anos, na saída de uma festa.
O crime, ocorrido há pouco mais de duas semanas, teve uma motivação considerada banal pelos investigadores. A briga começou após Rodrigo fazer um comentário sobre um chiclete que Pedro Turra havia jogado em um colega do adolescente.
Irritado com a observação, Turra desembarcou de seu veículo e iniciou a agressão. Durante o confronto, Rodrigo bateu a cabeça na porta de um carro, sofrendo um traumatismo craniano severo. O jovem chegou a sofrer uma parada cardiorrespiratória de 12 minutos e, desde então, lutava pela vida em coma induzido em um hospital de Brasília.
Pedro Turra possui um histórico conturbado com a justiça:
Um dia após o crime, Turra foi preso, mas liberado após pagar uma fiança de R$ 24,3 mil.
A liberdade durou pouco. Após suspeitas de que o ex-piloto estaria tentando interferir nas investigações, a justiça determinou sua nova prisão. Atualmente, ele aguarda o processo no Complexo da Papuda.
Com o falecimento da vítima neste sábado, a tipificação do crime — que até então era de lesão corporal gravíssima — deve ser alterada para homicídio.
Histórico Criminal Extenso
As investigações revelaram que o comportamento violento de Turra não era um fato isolado. Somente em 2025, o ex-piloto acumulou outras três ocorrências:
Junho/2025: Denunciado por obrigar uma menor de 17 anos a ingerir vodca contra a vontade em uma festa.
Junho/2025: Acusado de lesão corporal em uma praça em Águas Claras.
Julho/2025: Registrado por vias de fato e constrangimento ilegal contra outro indivíduo.
Luto e Respeito
O delegado responsável pelo caso, Pablo Aguiar, manifestou-se oficialmente lamentando a perda do jovem e reforçando o compromisso com a verdade:
"Carreguei a responsabilidade de lembrar que, por trás de cada detalhe técnico, existia uma vida que merecia respeito e verdade. Buscar justiça foi, e continua sendo, uma forma de honrar sua memória", declarou Aguiar.
A morte de Rodrigo Castanheira gera uma onda de indignação nas redes sociais, onde amigos e familiares pedem rigor na punição do agressor.

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