BRASÍLIA – Um bloco de parlamentares da oposição subiu o tom contra o Palácio do Planalto nesta quarta-feira (25), protocolando no Supremo Tribunal Federal (STF) um conjunto de pedidos de impeachment que atinge 16 ministros do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
O movimento, apelidado de “impeachmaço”, acusa a cúpula do governo de crime de responsabilidade.
A iniciativa foi liderada pela deputada Carol de Toni (PL-SC), que detalhou que a base jurídica da ação reside em 54 requerimentos de informação ignorados pelos ministérios entre os anos de 2024 e 2025. Segundo a parlamentar, mais de 20 deputados federais solicitaram esclarecimentos oficiais que nunca foram respondidos.
Alvos de Peso e Justificativa Legal
A lista de ministros acionados inclui figuras centrais do primeiro escalão, como:
Fernando Haddad (Fazenda);
Alexandre Padilha (Saúde);
José Múcio (Defesa).
De acordo com o texto protocolado, a Constituição Federal é clara: o descumprimento do prazo legal para responder a pedidos de informação do Congresso Nacional configura crime de responsabilidade.
A oposição alega que o "silêncio" das pastas sobre o uso de recursos públicos fere o princípio da transparência e o equilíbrio entre os Poderes.
Próximos Passos
Até o momento, os ministros citados e o Governo Federal não se manifestaram oficialmente sobre o protocolo.
Caberá agora ao STF e aos órgãos competentes analisar a admissibilidade dos pedidos.
O clima no Congresso é de expectativa, já que a medida tensiona ainda mais a relação entre a base governista e a ala oposicionista no Legislativo.
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