Liquidação decretada pelo Banco Central força bancos a socorrerem fundo garantidor; custo deve ser repassado ao consumidor final.
O cenário bancário brasileiro sofreu um novo abalo nesta quarta-feira (18) com a liquidação do Banco Pleno decretada pelo Banco Central. O evento eleva o rombo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para a marca histórica de R$ 51,8 bilhões, somando-se aos reembolsos bilionários dos casos Master e Will Bank.
A conta dessa crise não ficará restrita às instituições. Segundo o economista Paulo Alencar, a recomposição do caixa do FGC deve gerar um "efeito cascata" no mercado. Para cobrir o rombo, os bancos brasileiros terão que adiantar cinco anos de contribuições, além de realizar aportes extraordinários.
O resultado prático para o cidadão será:
Juros mais altos em empréstimos pessoais e para empresas;
Financiamentos de imóveis e veículos mais caros;
Aumento generalizado no custo dos serviços bancários.
A estratégia de repasse será individual, mas a pressão é maior sobre os "cinco grandes": Itaú, Bradesco, Santander, Caixa e Banco do Brasil. Juntos, eles concentram 75% dos depósitos do FGC. O Banco do Brasil, por exemplo, já confirmou a necessidade de aportar cerca de R$ 5 bilhões para recapitalizar o fundo.
Apesar do rombo, o FGC mantém sua função de proteger o pequeno investidor. Clientes do Banco Pleno, Master e Will Bank têm garantia de reembolso de até R$ 250 mil por CPF. O fundo possui patrimônio de R$ 160 bilhões, garantindo liquidez imediata para os pagamentos, mas a necessidade de reaver esses valores é o que encarecerá o crédito no país.
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