Pernambuco consolidou-se como o estado com o maior número de adoções formalizadas na região Nordeste. Dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), revelam que o estado contabilizou 216 adoções concluídas em 2025, garantindo a 7ª posição no ranking nacional.
A marca histórica coincide com as celebrações do Dia Nacional da Adoção, lembrado nesta segunda-feira (25), data que reforça o direito fundamental de crianças e adolescentes à convivência familiar.
Atualmente, o Brasil conta com mais de 32 mil pretendentes habilitados para apenas 6,2 mil menores acolhidos e disponíveis para um novo lar.
A Conta que Não Fecha: O Funil da Idade
Apesar do protagonismo pernambucano, os dados acendem um alerta para a chamada "adoção tardia".
Há um abismo entre o perfil desejado pelos adotantes e a realidade dos abrigos:
Foco na Primeira Infância: Tanto no Brasil quanto em Pernambuco, a imensa maioria dos candidatos busca crianças de 2 a 6 anos, seguidas por bebês de até 2 anos.
A Rejeição aos Adolescentes: À medida que a idade avança, o interesse dos candidatos despenca severamente. Em Pernambuco, apenas 0,22% dos pretendentes aceitam jovens de 12 a 16 anos.
O Cenário Mais Crítico: Para maiores de 16 anos, existe apenas um único cadastro de interesse ativo em todo o estado pernambucano.
O grande desafio do Judiciário e de projetos sociais agora é sensibilizar as famílias para o acolhimento de crianças mais velhas e adolescentes, que muitas vezes passam toda a juventude em abrigos esperando por uma chance de ter um lar.
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