Brasília — O Ministério da Saúde deu o primeiro passo para avaliar a possível incorporação de medicamentos conhecidos como "canetas emagrecedoras" no Sistema Único de Saúde (SUS).
O anúncio prevê a realização de um estudo clínico pioneiro com 250 pacientes, que será conduzido pelo Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre (RS).
Diferente do uso estético, o foco do SUS será estritamente terapêutico.
O estudo vai acompanhar pessoas consideradas superobesas, que possuem comprometimento cardíaco e já estão na fila de espera pela cirurgia bariátrica.
Em entrevista à GloboNews, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou que o objetivo é criar um protocolo seguro.
O teste avaliará se o uso de remédios da classe dos agonistas de GLP-1 (como semaglutida e liraglutida) ajuda a estabilizar a saúde desses pacientes graves para que possam, enfim, realizar a cirurgia.
"No SUS, a gente quer estabelecer um protocolo definido. Eu acredito que ela pode ter um papel importante, por exemplo, na obesidade mórbida", explicou o ministro.
Próximos Passos
Aprovação: O protocolo da pesquisa ainda precisa do aval do comitê de ética do Grupo Hospitalar Conceição.
Previsão: O Ministério da Saúde planeja iniciar os testes ainda este ano.
Decisão: A incorporação definitiva à rede pública dependerá dos resultados clínicos e da análise de custo-benefício.
Atualmente, esses medicamentos já possuem registro na Anvisa para o tratamento de diabetes e controle de peso associado a comorbidades, mas ainda não estão disponíveis gratuitamente no sistema público.
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