Prefeitura de Garanhuns

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22 junho, 2026

PRIVILÉGIO EXCLUSIVO: Juízes e procuradores alteram regras e podem folgar quase metade do ano


Enquanto o Congresso Nacional discute o fim da escala de trabalho 6x1 para os trabalhadores da iniciativa privada, magistrados e integrantes do Ministério Público Federal conseguiram flexibilizar as regras de suas férias de 60 dias anuais. 

Com a mudança, eles passam a ter o direito de parcelar o descanso em até 12 vezes de cinco dias.

Na prática, a manobra permite que juízes e procuradores emendem os períodos de folga com os finais de semana, evitando que os sábados e domingos "gastem" seus dias de férias. Somando os 104 finais de semana do ano, os 18 dias de recesso forense e os 60 dias de férias estratégicas, a categoria pode chegar a 178 dias sem trabalhar por ano — o que significa folgar quase um dia para cada dia trabalhado.

Contraste com a iniciativa privada

A disparidade em relação aos trabalhadores comuns é gritante:

Trabalhador na escala 6x1: Tem apenas 78 dias de folga no ano.

Trabalhador na escala 5x2: Conta com 124 dias de descanso anuais.

Juízes e Procuradores: Podem atingir 178 dias de folga (128% a mais que a escala 6x1).

Brecha para aumentar salários

Além do descanso prolongado, as novas normas abrem caminhos para inflar os rendimentos. 

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou que até 30 dias de férias não utilizados sejam convertidos em indenização em dinheiro, totalmente livre de Imposto de Renda. 

Entidades como a Transparência Brasil alertam que o excesso de folgas e licenças compensatórias funciona como um drible institucional para compensar o teto dos salários públicos.

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