PERNAMBUCO — A nova sobretaxa de 25% imposta pelos Estados Unidos acendeu o sinal de alerta no setor produtivo pernambucano.
A medida coloca em risco cerca de R$ 380 milhões em exportações, valor que representa 60% de tudo o que o estado vende para o mercado americano.
O maior impacto financeiro recai sobre o setor sucroenergético. Somada a outros impostos dos EUA, a tarifação sobre o açúcar pode atingir 37,5%, gerando perdas estimadas de até R$ 200 milhões para as usinas locais.
O presidente do Sindaçúcar-PE, Renato Cunha, alerta para os reflexos na renda de mais de 22 mil pequenos e médios fornecedores de cana.
No entanto, a produção não enviada aos EUA deverá ser redirecionada para mercados na Europa, África e Ásia, afastando o risco de colapso.
Outros setores atingidos e propostas de socorro
De acordo com a Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), outros pilares da pauta exportadora do estado também foram afetados:
Fruticultura: As uvas do Vale do São Francisco sofreram impacto direto por concorrerem com produtores americanos e sul-americanos.
Indústria: Chapas de plástico PET produzidas no Polo de Suape também passaram a ser taxadas.
Itens isentos: Produtos como coque de petróleo, mangas frescas, querosene de aviação e pescados mantiveram a isenção.
A Fiepe descarta risco de paralisia no Porto de Suape, já que o escoamento do açúcar ocorre pelo Porto do Recife.
Para conter os danos, a entidade defende a criação de linhas de crédito emergenciais, renegociação de dívidas e forte atuação diplomática do governo brasileiro.
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