Prefeitura de Garanhuns

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06 janeiro, 2020

Irã pede explicações ao Brasil sobre apoio ao ataque dos Estados Unidos

Chancelaria do país cobrou esclarecimentos sobre a nota divulgada pelo Itamaraty

Reunião entre embaixada brasileira no Irã e Ministério das Relações Exteriores do país foi confirmada pelo Itamaraty
Foto: AFP / IRANIAN SUPREME LEADER'S WEBSITE

Diante do posicionamento do Brasil em relação ao assassinato do general Qassem Soleimani, da Guarda Revolucionária do Irã, por um ataque norte-americano, a Chancelaria iraniana pediu explicações à diplomacia brasileira no domingo, informou o jornal “O Globo”. Soleimani foi atingido por um míssil dos Estados Unidos na sexta-feira.

Como o embaixador do Brasil naquele país, Rodrigo Azeredo, está de férias, a encarregada de negócios da embaixada, Maria Cristina Lopes, representou o governo brasileiro na reunião no Ministério das Relações Exteriores iraniano. A reunião foi confirmada pelo Itamaraty ao jornal, mas o teor da conversa não foi revelado.

“A conversa, cujo teor é reservado e não será comentado pelo Itamaraty, transcorreu com cordialidade, dentro da usual prática diplomática”, informou o Ministério das Relações Exteriores.

Na sexta, o Itamaraty divulgou uma nota praticamente respaldando o assassinato do militar pelos Estados Unidos. O órgão condenou várias vezes o terrorismo e, ainda que não tenha citado nomes, usou uma linguagem diplomática cuja interpretação demonstra que, para o governo brasileiro, o general iraniano e a própria Guarda Revolucionária poderiam ser classificados como terroristas.

“Ao tomar conhecimento das ações conduzidas pelos EUA nos últimos dias no Iraque, o governo brasileiro manifesta seu apoio à luta contra o flagelo do terrorismo e reitera que essa luta requer a cooperação de toda a comunidade internacional sem que se busque qualquer justificativa ou relativização para o terrorismo”, diz um trecho do comunicado, intitulado “Acontecimentos no Iraque e luta contra o terrorismo”.

Na nota, o governo afirma que “o Brasil está igualmente pronto a participar de esforços internacionais que contribuam para evitar uma escalada de conflitos neste momento”. Outro ponto de destaque é a afirmativa de que o terrorismo não pode ser considerado um problema restrito ao Oriente Médio e aos países desenvolvidos, “e o Brasil não pode permanecer indiferente a essa ameaça, que afeta inclusive a América do Sul”.

Em entrevistas, o presidente Jair Bolsonaro se posicionou da mesma forma, e disse que o Brasil é “aliado de qualquer país no combate ao terrorismo”.

Além do Brasil, Teerã pediu esclarecimentos para representantes de outros países que se manifestaram sobre a questão. São exemplos a Alemanha e a Suíça, que representa os EUA no Irã.

FONTE: O TEMPO

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