O início de 2026 é marcado por uma crise na segurança pública de Pernambuco. Delegados e agentes da Polícia Civil iniciaram um movimento de mobilização que ameaça diretamente a viabilidade da Operação Carnaval. A categoria reivindica a aprovação imediata da Lei Orgânica Estadual, que promete maior autonomia administrativa e financeira à instituição.
Como forma de protesto contra a falta de diálogo com o Palácio do Campo das Princesas, entidades como a Adeppe e o Sinpol-PE orientaram os profissionais a renunciarem ao Programa de Jornada Extra da Segurança (PJES) a partir de fevereiro.
Sem o reforço voluntário dos policiais nos plantões extras, o funcionamento de delegacias durante a noite e fins de semana pode ser severamente comprometido.
A Lei Orgânica é a única via para modernizar o combate ao crime organizado e garantir direitos básicos.
"Se houver adesão em massa, a Secretaria de Defesa Social terá sérias dificuldades para escalar o efetivo no Carnaval", alerta o delegado Diogo Victor, presidente da Adeppe.
Resposta Oficial
Em nota, a Polícia Civil de Pernambuco tentou tranquilizar a população. A instituição destacou que o efetivo foi reforçado recentemente com novos concursados e que o planejamento estratégico para o Carnaval 2026 segue de forma integrada. O governo garante que adotará as medidas necessárias para que não haja prejuízos ao esquema de segurança durante os dias de folia.
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