Delegacias de todo o estado amanheceram de portas fechadas ou com atendimento restrito nesta quarta-feira (4). Os policiais civis de Pernambuco iniciaram, à meia-noite, uma paralisação de 24 horas em protesto contra o que classificam como "descaso absoluto" do Governo Estadual.
Coordenado pelo SINPOL-PE, o movimento denuncia o sucateamento das unidades, o déficit crítico de efetivo e o descumprimento de promessas salariais feitas pela gestão Raquel Lyra. Na última segunda-feira (2), o sindicato já havia levado o mal-estar para a abertura dos trabalhos na Alepe, cobrando investimentos imediatos na inteligência e infraestrutura policial.
"A paralisação é o limite da insatisfação. Investir na Polícia Civil é investir na segurança da população", afirmou o presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros.
A categoria busca forçar a abertura de uma mesa de negociação direta com a governadora a partir desta quinta-feira (5). O foco principal é o envio da Lei Orgânica da Polícia Civil, vista como a única saída para garantir valorização profissional e eficiência no combate ao crime organizado.
Caso as reivindicações não avancem, o clima deve esquentar: uma nova passeata já está marcada para o dia 11 de fevereiro, às 15h, onde a pauta principal será a deflagração de uma greve por tempo indeterminado.
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