O cenário de crise provocado pelas fortes chuvas no interior de Pernambuco se agravou nas últimas 24 horas. Segundo o balanço divulgado nesta terça-feira (3) pela Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil (Sepdec), o número de desabrigados e desalojados saltou de 904 para 1.172 pessoas, evidenciando o avanço dos danos estruturais no Agreste e no Sertão.
O aumento significativo coloca pressão sobre as prefeituras locais, que tentam viabilizar assistência para as famílias que perderam suas moradias ou precisaram abandonar áreas de risco.
CIDADES MAIS ATINGIDAS E IMPACTOS
As ocorrências estão concentradas em regiões onde o solo já se encontra saturado. Entre os municípios com registros críticos estão:
Agreste: Jupi, Calçado, Jucati, Palmeirina e Bezerros.
Sertão: Araripina surge como um dos pontos de maior preocupação na nova atualização.
A Defesa Civil reforça a distinção entre as vítimas: desalojados são os que buscaram abrigo com parentes ou amigos, enquanto desabrigados são aqueles que dependem totalmente de alojamentos públicos montados pelo poder público.
PREVISÃO DE MAIS CHUVA E RISCO DE DESLIZAMENTOS
A situação pode piorar nas próximas horas. A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) mantém o alerta para chuvas de intensidade moderada a forte em todo o Sertão e Agreste. O fenômeno é causado pela combinação da Zona de Convergência do Atlântico Sul com um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN).
Com o acumulado de água já elevado, o risco de novos alagamentos e deslizamentos de terra é considerado alto. A orientação é que moradores de encostas e áreas ribeirinhas deixem os locais ao menor sinal de movimentação de terra ou subida do nível da água.
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