Uma investigação da Polícia Civil de Pernambuco revelou um cenário de barbárie em uma residência no Agreste do estado. Uma criança de apenas 4 anos, que possuía síndrome de Down, faleceu após ser vítima de espancamento e abusos sexuais recorrentes. O principal suspeito do crime é o padrasto, um homem de 36 anos, que já se encontra sob custódia.
A prisão do suspeito ocorreu após a confirmação da morte da vítima, que apresentava sinais evidentes de violência física e sexual. O homem agora responde pelos crimes de homicídio qualificado e estupro de vulnerável.
No entanto, o horror identificado pelas autoridades ultrapassou o caso individual. Na residência onde ocorreu o crime, viviam outras nove crianças em condições descritas pela polícia como de "absoluta vulnerabilidade". Segundo os relatórios preliminares, os menores eram submetidos a:
Agressões físicas constantes;
Abuso sexual;
Trabalho infantil forçado;
Privação de alimentos e falta de higiene básica.
O delegado responsável pelo caso, Francisco Souto Maior, não escondeu o choque com a gravidade dos fatos. Com mais de duas décadas de atuação na segurança pública, ele classificou a ocorrência como uma das mais graves de sua trajetória.
"Em 26 anos de carreira, este é um dos casos mais repugnantes que já tratei na Polícia Civil de Pernambuco", declarou o delegado.
A mãe das crianças também está sendo investigada pela polícia para determinar seu grau de conivência ou participação nas omissões e abusos relatados. O Conselho Tutelar e órgãos de assistência social foram acionados para garantir a proteção e o acolhimento das demais crianças resgatadas da residência.
O inquérito segue em andamento para apurar todos os detalhes dessa rede de abusos que vitimou fatalmente uma criança indefesa e colocou em risco a vida de outros nove menores.
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